Informativo da Premius Editora - Ano II - nº 09 - Abril/2006

NA antiga escrita em rolos - que não separava palavras, não distinguia maiúsculas e minúsculas nem usava pontuação – servia aos objetivos de alguém acostumado a ler em voz alta, alguém que permitiria ao ouvido desembaralhar o que ao olho parecia uma linha contínua de signos...

A separação das letras em palavras e frases desenvolveu-se muito gradualmente. Para a maioria das primeiras escritas - hieróglifos egípcios, caracteres cuneiformes sumérios, sânscritos – essas divisões não tinham utilidade. Os escribas antigos estavam tão familiarizados com as convenções de sua arte que aparentemente precisavam muito pouco de auxílios visuais, e os primeiros monges cristãos amiúde sabiam de cor os textos que transcreviam.

No século IX, os escribas irlandeses, famosos em todo o mundo cristão por sua habilidade, começaram a isolar não somente partes do discurso, mas também os constituintes gramaticais dentro de uma frase, e introduziram muitos sinais de pontuação que usamos hoje.

 

(Luísa Vaz)